Somos Um em muitos

Não sabemos ao certo quando a espécie humana começou a se dividir em padrões de crenças que separa raça, cor, credo, e considera uns superiores aos outros. Também não sabemos o quanto é antigo a existência da estupidez e ignorância que produz guerras, inclusive filosofias que defendem a necessidade de haver genocídios como estratégia de limpeza social, racial, etc.

Mas a verdade é que o que diferencia o ser humano, no sentido de o tornar particularizado, individualizado e pessoalizado um do outro; são qualidades e características complexas, que vão desde a habilidade de adaptação em ecossistemas e situações diferenciadas no mundo; até as diversas visões que cada cultura constrói sobre si mesma.

Em essência, não há diferença. comungamos o mesmo sopro. Os índios não são diferentes dos não índios. Todos possuem os desafios de aperfeiçoamento de individualidade, personalidade, comportamento, etc. enquanto não avançarmos na amadurecimento de considerarmos como natural que somos uma unidade em essência e uma diversidade em expressão, e que um dos nossos compromissos neste mundo é buscarmos o equilíbrio entre estes dois aspectos, não avançaremos muito enquanto tribo humana.

Liberdade exige autoconhecimento

Estamos cada vez mais sujeitos ás influencias das mídias, dos preconceitos, dos lugares comuns, dos estereótipos que nos vestem. Somos bombardeados diariamente por modelos cujos propósito maior é o consumo pelo consumo. Modelos de tamanho, de peso, de cor, de satisfação, de pensamentos.

Por isso precisamos conhecer melhor á nós mesmos. Nossos potenciais e nossos dons de alma. São eles que podem nos permitir uma auto-expressão mais verdadeira e genuína. A vida moderna nos põe constantemente fora de nós mesmos. Nos fragmenta em peças separadas de nós mesmos.

Ou seja, a vida moderna é contra a individualidade, a originalidade, a diversidade de habilidades e possibilidades. Mas a natureza ensina que é justamente as originalidades e diversidades de formas, tons, aromas, frutos que geram a verdadeira prosperidade e o equilíbrio em todos os sentidos. Por isso é necessário estarmos atentos á nós mesmos. Nossos modelos internos. Nossos parâmetros internos. Nossos paradigmas. Por isso é necessário fecharmos os olhos para fora e abrirmos o olhar interior e tocar mais detidamente a nossa essência e seu potencial, sua vontade, suas habilidades. Isto é gerar liberdade. Aquela liberdade que não castra a liberdade do outro, mas contribui para a interação das múltiplas liberdades que forma a coletividade humana. Sim, liberdade de ser. Precisamos de ti. antes que seja tarde.